quinta-feira, 7 de maio de 2009

Orfão

Mom,
eu queria abraçar-te mais uma vez, sentir o seu cheiro, tocar em seus cabelos e sentir-me seguro dentro desse casulo.
Ainda sou a frágil e pobre lagarta, eu queria ter ficado mais no casulo e ter virado a bonita e livre borboleta, mas eu não os culpo nem culpo o destino eu apenas continuo a minha jornada sem as mãos que aconselham, encorajam, firma e esclarecem cada passo que eu dou.
Tudo que eu senti eu escrevi, tudo que escrevi já passou e hoje não há dores nem ressentimentos, apenas a velha e companheira saudade. Eu sei que de algum modo vocês da onde estiverem estão olhando por mim.


Com amor ♥
Lagarta!